Eu não gosto de amores não correspondidos, na verdade, eu não gosto dos amores que são fingidos, no momento que você diz que sente algo a mais por uma pessoa querendo ou não ela irá se envolver, gostando ou não ela vai criar expectativas que você vai ter o prazer de destruir, você teve o prazer de destruir tudo não é.
Naquele dia onde o céu amanheceu cinza e o mar ali logo na minha frente pareceu parado e sem toda a sua majestosa magnitude, por que se envolveu, por que me fez acreditar, agora você me deixou aqui no escuro e no frio, é tá frio, você sempre soube que eu odiava o frio que eu me sentia insegura. Eu sou insegura. E agora tem aquela música, aquela música que eu odiava, mas que esta fazendo sentido, ela esta tocando naquele velho rádio que você trouxe de 1915 mas a dor é atual e está me lacinando, me entenda. Estou cravado no chão Então, por que eu tento? Eu sei que vou cair. Eu achei que podia voar Então porque eu me afoguei? Eu nunca vou saber porquê.
Eu não entendo o que você levou de vantagem com isso, sempre alegando que não tinha alma, e que teria a eternidade inteira pra esquecer, alias que pra você iria ser extremamente fácil, com o tempo passando eu iria morrer e não passaria de uma lembrança obscura do seu passado, que o tempo trairia a sua capacidade de armazenar essa memória e seria como eu nunca tivesse existido.
Mas eu espero, realmente espero que com o passar do tempo, ao invés de você me esquecer você passe a lembrar cada vez mais da garotinha mimada e insegura que você destruiu e enlouqueceu e queira me procurar, mas quando você chegar será tarde de mais por que agora nesse momento eu estou com aquela adaga horrível que você diz ter pegado em 1809 e vou cortar os meus pulsos e o meu precioso sangue que você tanto amava vai estar escorrido no quarto, no nosso quarto. E você vai ler isso aqui e vai aparecer uma dor tão grande que nem a eternidade vai aplacar, logo então irá se arrepender por não poder morrer, nunca.
PM